sábado, 15 de dezembro de 2007

Adiós Faculdade!



Você passa cinco anos indo para o mesmo lugar todos os dias, vendo as mesmas pessoas, falando sobre o mesmo assunto, agüentando os mesmos professores chatos, idolatrando os mesmos professores ótimos, reclamando dos mesmos problemas, comendo o mesmo salgado murcho, bebendo no mesmo boteco fedido. Você passa cinco anos querendo sair mais cedo da aula todos os dias, contando as moedas pra tirar mais uma dos milhares de xerox, se revoltando com a quantidade de páginas de xerox, se perdendo nos corredores da biblioteca pra achar o bendito livro, se desesperando nas provas, quebrando a cabeça pra fazer uma pauta, deixando de dormir até mais tarde no fim de semana pra fazer o tal do trabalho, indo dormir mais tarde pra fazer o tal do trabalho. Isso tudo, sem contar o último ano, em que todos esses fatores são multiplicados por quantas vezes você achar melhor. E lá vem o TCC, que tira seu tempo, seu sono, sua paciência, seus fins de semana, seus feriados, suas refeições bem feitas, sua namorada, suas noites bem-dormidas, sua diversão. Mas, em compensação você ganha, entre os itens que mais se destacam, um belo par de olheiras e aversão à gráficas (incluindo as pessoas que lá trabalham) e impressoras (um grande parabéns aos que não quebraram ou não deram pelo menos um soco em alguma). Não podemos deixar de citar as brigas com o seu grupo e as incontáveis vezes em que você escreveu, reescreveu, editou, gravou, fotografou, deletou tudo e começou de novo. Chega o grande dia e junto com ele, um imenso alívio. É isso. Acabou. Tchau. Bye bye. Até mais. Te vejo por aí. Você trabalha e depois das 18h vai pra casa. No dia seguinte também. E no outro, e no outro. Alguns arrumam outras atividades pra ocupar o tempo. Outros simplesmente vão pra casa, sentam-se no sofá e assistem tv, dormem, comem, babam na almofada sem se importar em ver o tempo passar. Mas, têm também aqueles que sentem um enorme vazio. Cadê os meus amigos pra conversar? E os textos que eu tinha pra ler? Para onde foram professores que eu parava para trocar idéia no corredor? Cadê tudo o que eu fazia todos os dias? Cadê as pessoas que eu convivia? Acabou. É, meu amigo. Está com esses sintomas? Então você está com a tal da DPF - Depressão pós-faculdade. Tudo aquilo que você xingou por anos, agora faz uma falta enorme aí na sua vida. Ficou um buraco. E, se você não aproveitou, esse buraco fica ainda maior. Portanto, se durante os cinco anos você não quis comer aquele Salgado gorduroso, tomar a cerveja no boteco da esquina, comprar a trufa que sua colega vendia, fazer a pauta, escrever a matéria, gravar o programa, pegar a sonora, fotografar o fulano, diagramar o texto, estudar pra prova, pedir pro professor tirar sua falta, conversar durante a aula e tomar bronca, dar uma de nerd e responder o que o professor pergunta e muito, muuuuito mais... perdeu. Se você está entrando na faculdade agora, aproveite cada minuto. Xingue, mas não deixe nada passar. Agora, se assim como eu, você fez tudo isso e com muito orgulho, curta A saudade, reencontre os amigos e professores e lembre-se que essa foi uma das melhores épocas da sua vida. E que, da faculdade, você tire pelo menos esta lição: os momentos e as pessoas são únicas!!! E as oportunidades também.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Tropa de Elite

Tropa de elite é um baita de um filme. Afinal, tem um ótimo elenco, um belo roteiro, fotografia etc. Mas, tropa de elite funciona apenas como um bom filme. Tropa de elite não serve para se pensar o Brasil. Tropa de Elite não quer pensar o Brasil. Quer apenas disseminar ideologias baratas. Tropa não é um filme fascista. Mas, qualquer fascista adora tropa de elite. Ideologia é atribuida sempre ao capitalismo, mas é muita usada pelos comunistas. Ideologia nada mais é que a criação de uma teoria que é vendida como se fosse uma verdade absoluta. Por exemplo: dinheiro não traz felicidade, todo rico é ladrão e por aí vai. São ideologias deste tipo que tropa de elite tenta passar aos seus espectadores. Ideologia 1: o tráfico só existe porque é sustentado pelo riquinhos da zona sul; Ideologia2: toda ong é conivente com o tráfico e todos seus participantes não passa de maconheiros; ideologia 3: o Bope é violento, mata, mas, só é violento e mata apenas bandido. Portanto, a tortura se justifica. A polícia carioca é patética, chega a ser pura comédia, quando ela tenta passar a perna nela mesma. Ele joga para a platéia na maioria das vezes, justificando a ações do Bope como "exeções", ou seja, refere-se àqueles que, por julgarem que sofreram alguma lesão a mais em relação aos demais seres humanos, se dão um direito a mais na esfera das limitações impostas pela vida e suas regras de convivência. O que se constata no filme é que a única presença do Estado numa favela é através da polícia. Polícia esta que é violenta, ineficiente e desrespeitadora da pouca dignidade destes moradores. Se queremos mudar a condição destes moradores o que tem subir mais vezes nestes morros é a justiça social e não a polícia.

Entenda a Democracia

Ser democrático é permitir que as instituição apenas faça o que lhe é de direito. Quando ela ultrapassa a sua atribuição, ela tem que ser reprimida. Afinal democracia o poder pertence ao povo e não a suas instituições, que neste caso é representado pela polícia.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

domingo, 4 de novembro de 2007

Barbara Heliodora



















Crítica, uma vez li esta definição num livro de Psicologia Social: é a maneira que o outro tem de dizer que é melhor que você e, ainda apontar todos os seus defeitos. Bárbara Heliodora é crítica de teatro há mais de 50 anos. A pesquisadora Maria Inês Barros de Almeida dá um perfil do paradoxo que a crítica e teórica provoca no panorama teatral: "Barbara Heliodora é a crítica mais influente do teatro carioca. À sua opinião, rigorosa e durona, atribuem o poder de fazer e desfazer espetáculos. Pela gente de teatro é discutida, temida - já foi alvo de confrontos e desafios de diretores inconformados. A sua fama como colunista de jornal, portanto, ultrapassa outro aspecto da sua vida cultural, a que se dedica com igual intensidade. Estou me referindo à comunicação direta com o público, em salas de aula, em ensaios de textos dramáticos, em conferências, enfim, na constância com que dissemina cultura, convivendo com grande número de pessoas e atendendo-lhes à curiosidade e ao desejo de saber. É aí que aparece a Barbara mestra, madrinha dadivosa, flexível, exuberante, que conquista os espíritos e as mentes e, pelo prazer didático repartido, comunga com as platéias. Neste papel, tenho observado, Barbara Heliodora conquista a todos que a conhecem. É uma unanimidade". Em entrevista que concedeu no programa de Jô Soares, o apresentador de um modo sutil e inteligente tentou desqualificá-la como crítica de teatro. Primeiro invocando Décio Almeida Prado e Sábato Magaldi como críticos isentos e os melhores. Depois tentando induzí-la a dizer que suas críticas tinha haver com o que ela acharia que tinha que ser a peça e não criticar a peça dentro do que o autor, diretor, enfim, tinha proposto. Mas, o mais desrepeitoso foi o apresentador aparentar que nao sabia nada sobre a entrevistada. Tudo de forma bem elegante, fazendo perguntas do tipo: você já dirigiu teatro? O mínimo que ele deveria ter lido era a pauta sobre a entrevistada. Fez parecer que não sabia da sua importância como crítica de teatro, estranho para alguém que atua no teatro mais ou menos o mesmo tempo que ela atua como crítica. Se não sabia de sua importância como crítica deveria ao menos respeitá-la, pois esta é talvez a pessoa que mais entenda Shakespeare no Brasil. Seja qual o assunto mal resolvido que tenha com Bárbara Heliodora, seu programa não era o local adequado para resolvê-lo. Este seria com um terapeuta. Aquele local era o local de tratá-la com respeito, se não como crítica de teatro importante que o é, então, como uma senhora de 84 anos que estava ali na sua frente. Talvez Jô Soares tenha lido o mesmo conceito de crítica que eu li e acredita piamente nele. Talvez na condição de pessoa super inteligente que ele é, achou que na sua vida nunca precisou de ter humildade, por isto nunca precisou aprender nada que venha desta senhora.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

5 Tiros na Democracia


A justiça é uma das engrenagens mais importantes que compoõe o mecanismo da democracia. E quando esta não funciona tem a impressão de que a democracia não é um bom sistema de político. Veja este caso: Ronaldo Cunha Lima, então governador da Paraíba em 1993, sapecou 5 tiros contra o seu adversário político Tarcísio Buriti. A discussão teria sido provocada por críticas do ex-governador ao filho de Ronaldo, o atual governador do estado, Cássio Cunha Lima (PSDB), então superintendente da Sudene. Buriti sobreviveu aos tiros, embora tenha ficado alguns dias em coma. Dez anos depois do crime, Buriti morreu de falência múltipla dos órgãos. Morreu sem ver Ronaldo Cunha ao menos ser julgado. Desde então, Ronaldo Cunha Lima responde a ação penal por tentativa de homicídio. 14 anos passados e, nesta quarta dia 31 de outubro, Ronaldo Cunha Lima volta as manchetes de jornal novamente, pois renunciou ao cargo de deputado federal. Artifício jurídico, já que seria julgado nesta segunda dia 5 de novembro pelo STF, Supremo Tribunal Federal, instância onde, se condenado, não caberia mais recurso. Ainda tem a cara de pau de alegar que queria ser julgado pelo crime de tentativa de homicídio sem o foro privilegiado, "apenas como cidadão". Agora com a renúncia o processo volta a estaca zero, ou seja, começa tudo de novo. Como ele já tem 71 anos, ainda vai receber todas as benesses que a idade permitir. Por casos como este e que a democracia é julgado. Seus detratores aproveitam para propagar suas idéias facistas como: pena de morte, polícia violenta, e agora o terceiro mandato do nosso querido presidente. São as intituições fortes, que garantem o bom funcionamento de um país independentemente de qual governante esteja no poder. Portanto justiça capenga, democracia idem, e Lula.... este Forever?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Acharam a testemunha do atropelamento do cão da Suzana vieira!


Num país aonde se adultera leite para ganhar mais dinheiro. Aonde, usa-se um time de futebol para se lavar dinheiro e sonegar impostos e ainda enriquecer alguns malandros. Num lugar aonde um dos seus reprensentantes máximo, um senador da república, presidente do senado, usa um lobista para pagar a pensão de uma filha concebida fora do casamento, ainda corneando a esposa e sacaneado um país. Ao menos a sacanegem é democrática, já que, a crise aérea atinge de certo modo os mais abastados. Num lugar aonde nunca se primou por investir em educação, saúde, moradia, segurança. Mas agora pula que nem um bobo por ter conseguido ser escolhido para sediar uma copa, só concorreu com ele mesmo. Aonde nem seus apresentadores de tv primam por discernimento entre notícia e bobagem. Nos chega uma notícia que nos deixou mais alegre, pois: "ACHARAM A TESTEMUNHA DO ATROPELAMENTO DO CÃO DA SUZANA VIEIRA!". Vai te catar Sônia Abraão!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O Homem do Pânico













Emílio Surita, apresentador do programa pânico sempre quis parecer um anarquista. Mas um anarquista com princípios éticos. Sempre gostou de apontar o furo do outro, seja pela sátira, seja pelo humor, algumas vezes passou dos limites e o que era para ser humor virou falta de educação. Emílio disse que está ficando velho e precisa começar a pensar no seu futuro. O âncora da turma do Pânico na TV, Emílio Surita, diz que não pretende ficar a vida toda atuando no humorístico. Por isso, já está pensando no futuro. E uma alternativa encontrada foi tornar-se executivo, adquirindo um canal de televisão, em Boa Vista (Roraima). Trata-se da TV Imperial, canal 6, que vem a ser afiliada da Record. Fazer um investimento em Roraima? Mas não é muito longe de São Paulo? Emílio Surita, é surpreendente, pois, é cunhado de Romero Jucá (PMDB-RR), sua irmã, Tereza, é casada com o senador, líder do governo no Senado. Até aí, vá lá, ninguém pode responder pelos cunhados que tem. Mas Surita parece perigosamente próximo do seu. Marcelo Carneiro conta uma história e tanto na revista Veja. O médico Juan Sragowicz, dono de mais de 90% das ações da TV Imperial e da Rádio Equatorial, de Roraima, mora nos EUA e lavrou, no Consulado do Brasil em Miami, uma procuração dando poderes a Surita para "vender, comprar, fazer cessão" ou até mesmo "doar" todas as cotas de suas empresas. Só se viu coisa igual na novela Duas Caras. Surita fez o quê? Repassou o controle das emissoras para o advogado Alexandre Matias Morris. E quem é Morris? Ex-assessor de Jucá e administrador da TV Caburaí, que todo mundo diz pertencer a... Jucá!!! Surita diz que só está nessa história porque tinha interesse em comprar as emissoras, mas desistiu. Só não explica por que continua titular da procuração e por que pode, se quiser, até mesmo "doar" o patrimônio do outro. Foi a piada menos engraçada que ele já contou.

sábado, 27 de outubro de 2007

A mulher de César não precisa ser só honesta......


O "Padre Júlio Lancellotti, diretor da Casa Vida, é um destes personagens heróicos dos quais a sociedade brasileira pode se orgulhar. ..."
Padre Júlio R. Lancellotti nasceu em 1948, é sacerdote católico, formado em pedagogia e teologia, foi professor primário, professor universitário, membro da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo desde seu início e também fundador da “Casa Vida”, residência de crianças abandonadas, de ambos os sexos, com HIV/AIDS. Seu trabalho se destaca junto às comunidades eclesiais de base, nas quais se atendem crianças e adolescentes empobrecidos de favelas, cortiços e da periferia da cidade. A Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo foi o primeiro grupo, na cidade de São Paulo, a ter equipe de “educadores de rua”, que buscam desenvolver uma pedagogia de resgate da dignidade das crianças e adolescentes em situação de risco. Trabalha também no acompanhamento de adolescentes, meninos/meninas, de 14 a 18 anos, que cometeram atos-infracionais. Todas as iniciativas do padre Lancellotti fazem parte de um projeto de vida pessoal e social que acredita na pessoa humana, acima de tudo, com imagem e semelhança de Deus, e como cidadãos que devem ter seus direitos respeitados, assumindo assim seus deveres para com a coletividade. A pergunta é: um currículo invejável deste pode ser jogado fora se acusações contra este se confirmar? Primeiro vítima de extorsão. Agora, paira sobre o padre acusações de molestar sexualmente as crianças que este ajudava. Júlio Lancellotti vai descobrir que a mulher César não basta ser honesta mas, ela tem que parecer honesta. Se esta acusações se confirmarem, eu volto a escrever sobre o que pode explicar este comportamento do padre. A perversão.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Causa e Efeito


Vivemos em um país que temos a cultura de sempre combater os efeitos e nunca as causas, somos o país da campanha e nunca da conservação. Veja os exemplos: O cineasta Fábio Barreto, disse que ingresso de cinema é caro e só voltará a fazer cinema quando algumas medidas forem tomadas. Uma das medidas seria a criação do ticket cultural, igual ao ticket alimentação. Cinema é caro? Eu acho que não, nós é que ganhamos pouco, então, ao invés de promovermos reformas, como a tributária, a política, combatermos a corrupção, promovermos desevolvimento, para que se aumente a renda do brasileiro, vamos no efeito, ou seja, o culpado é o cinema, que é caro, portanto, vamos criar o ticket cultural. Nas penitenciárias brasileiras o mais comum é preso com celular, e como pretende-se combater isto, colocando bloqueadores de celulares. Eu não ouvir falar em combater quem leva estes celulares para dentro das penitenciárias, ou seja, os agentes penitenciários, policiais e advogados. Na educação criou-se cotas para negros e alunos da escola pública, não estou discutindo o mérito da questão, se isto é direito ou não dos negros ou dos alunos da escola pública, mas sim o que se evidencia, que é da má qualidade do ensino fundamental do Brasil. Então, eu não preciso melhorar o ensino fundamental ou médio, eu não preciso fazer as reformas necessárias neste setor, pois, na ponta do processo eu conserto. Combater efeitos num primeiro momento pode parecer o correto, ou seja, provoca uma mudança, só que mudanças tem efeitos temporários, paliativos, então, temos sempre de estar consertando. E num pais que suas licitações são quase sempre corrompidas, vide correio, petrobrás e mais recentemente infraero. Este consertar talvez seja mais vantajoso. Combater as causas, também é caro, mais oneroso, e para realizá-las tem que se mexer nas estruturas, só que esta provocam transformação. Transformação é o que sempre deve-se buscar em qualquer meio que se vive pois esta é que traz medidas duradouras, resistentes e democráticas. Portanto, se queremos um país melhor uma vida mais digna devemos nos perguntar o que queremos para o Brasil: mudança ou transformação.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Diogo Mainardi


Menino rico, de boa família, apreciador das boas coisas da vida, e um crítico ferinos das mazelas do Brasil. Tem um certo prazer em criticar o PT, mas tudo com muito bom humor. Então, a partir de hoje sempre que ele tiver um comentário pertinente vou publicar aqui no meu blog. Começando com: "Padre Júlio Lancelloti, Frei Beto e o bandidos". Padre Júlio Lancelloti foi sempre uma pessoa que admirei, mas Diogo como um histérico, tratou de furar esta minha admiração. Ouça ai o que ele tem para dizer a respeito do assunto.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Mensagem subliminar



Mensagem subliminar é a definição usada para o tipo de mensagem que não pode ser captada diretamente pelos sentidos humanos. Então, pensa-se que ela é absorvida pelo inconsciente e realmente o é. A partir daí, as pessoas crentes neste tipo de lavagem cerebral acham que podem incutir qualquer tipo de informação numa pessoa. E este, que recebeu a mensagem, fará exatamente o que a mensagem subliminar o induziu. O que este que a enviou não sabe e que esta atua no cerébro de maneira fugaz, ou seja, para alguém ser influenciado por este tipo de mensagem tem ficar exposto a ela muito tempo seguido. Mais de semanas. Nestas últimas semanas na tv vi dois episódio que me remeteu a mensagem suliminar: primeiro a entrevista de Renan Calheiro na Band. O que a princípio pareceria um exercício de democracia, nada mais era do que usar o senador para falar mal da Editora Abril. Outro foi o comentarista Juca Kfouri que num programa que falava sobre corrupção no Futebol, soltou uma inverdade sobre Aécio Neves, induzindo as pessoas a pensarem que Eurico Miranda não foi cassado porque Aécio Neves não compareceu a uma reunião na câmara dos deputados. Nos episódios relatados o mecanismo de como eles são informados tem a estrura de uma mensagem subliminar, ou seja, incutir no inconsciente uma mensagem sem que esta seja verificada. No caso Juca Kfouri, seu ato se justifica, pois ele, ao que parece ele está alinhado com José Serra. Já a Band está em guerra com a Abril. O que talvez me espante é que estas duas "instituições", Juca e Band, são conhecidadas no mercado como pilares de ética e moral. Ao que parece quando interesses pessoais estão em jogo, nada mais do que usar o bom e velho Maquiavel, afinal, "OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS"

Comentário em áudio para Cegos e preguiçosos:




segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Elisa Lucinda


SÓ DE SACANAGEM!


Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas tera ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar,
Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro,
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós,
Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais,
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais.
Quantas vezes vezes meu amigo meu rapaz minha confiança vai ser posta a prova, quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis
Existem para aperfeiçoar o aprendiz,
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro,
A luz é simples,
Regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó
E os justos que os precederam:
"Não roubarás",
"Devolva o lápis do coleguinha",
"Esse apontador não é seu, minha filha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar
Até habeascorpus-preventivo coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre qual minha pobre lógica ainda insisti esse é o tipo de beneficio que só o culpado interessara.
Pois bem, se mexeram comigo,
Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido,
Então agora eu vou sacanear:
Mais honesta ainda eu vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão:
“Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”
E eu vou dizer:
Não importa, será esse o meu carnaval,
Vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos,
Vamos pagar limpo a quem a gente deve
E receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre,
Ético e o escambau.
Dirão:
"É inútil, todo o mundo aqui é corrupto,
Desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi:
Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram?
IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo
Mas, se a gente quiser,
Vai dar para mudar o final!

sábado, 29 de setembro de 2007

Mario Quintana


Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.


Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.


No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

sábado, 22 de setembro de 2007

Edith Piaf



O que sutenta o ser humano durante toda a sua vida é uma causa amorosa. É ela que faz com que você atravesse percalços, sofrimentos, frustrações, angústia, que por acaso venha advir em sua vida. Só ela que pode explicar Edith Piaf! Qual sua causa amorosa? A música. Sua vida é retratada no belíssimo filme: Piaf - um hino ao amor. Edith Piaf, nasceu Edith Giovanna Gassion em Belleville, um bairro de imigrantes da capital francesa. Foi abandonada por sua mãe, foi abandonada pelo seu pai, foi viver com sua avó paterna num bordel, durante um certo período. Edith viveu sua juventude uma vida marginal, regada a bebida e drogas. Até ser descoberta em 1935 por Louis Leplée, gerente do cabaret Le Gerny's. Foi ele quem a iniciou na vida artística e a batizou "Piaf" - passarinho. Edith viveu uma vida de excessos, amou demais, bebeu demais, se drogou demais. O Filme retrata sua vida de uma forma não linear, nada que atrapalhe sua compreensão. Quem nos conduz nesta história numa maravilhosa interpretação é Marion Cotilliard, ela encarna Piaf, principalmente em sua expressão corporal. O filme tem uma cena genial, quando Edith é consagrada pela primeira vez num grande teatro em Paris, a cena ocorre sem palavras só com gestos é uma música de fundo. Edith era uma pessoa única, taletosa e com um grande senso de humor, apesar de todas as agruras de sua vida. Edith viveu uma vida de excessos, sustentada apenas por sua causa amorosa, a música. E quando perguntaram a ela, qual o conselho que daria as pessoas para viverem melhor, ela disse: "ame, ame, ame." Um filme que não pode deixar de ser visto, desde já meu candidato a oscar de melhor filme estrangeiro e, de melhor atriz para Marion Cotiliard. Para terminar a letra e a música que no filme ela diz que representa sua vida:

Non, Je Ne Regrette Rien


Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !

C’est payé,
Balayé,
Oublié,
Je me fous du passé !
Avec me souvenirs
J’ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n’ai plus besoin d’eux !

Balayé les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...

Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !

Car ma vie,
Car mes joies,
Aujourd’hui,
Ça commence avec toi !

Tradução:

Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!

Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)


Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!


Varridos os amores
E todos os seus "tremolos" (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.


Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!


Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!


sexta-feira, 21 de setembro de 2007

the Doors (Jim Morrison Leu Freud!)


The end

Composição: John Densmore / Robbie Krieger / Ray Manzarek / Jim Morrison

O Fim

Este é o fim
Belo amigo
Este é o fim
Meu único amigo,
O fim dos nossos elaborados planos,
O fim de tudo que permanece,
O fim sem salvação ou surpresa,
O fim
Eu nunca olharei em seus olhos...de novo
Voce pode imaginar o que será?
Tão sem limites e livre
Precisando desesperadamente...de alguma...mão de estranho
Numa terra desesperada?

Perdido numa romana...selva de dor
E todas as crianças estão loucas
Todas as crianças estão loucas
Esperando a chuva de verão, sim
Tem perigo no extremo da cidade
Passeie pela estrada do rei, bem
Cenas estranhas dentro da mina de ouro
Passeie pela estrada do este, bem
Passeie pela serpente, passeie pela serpente
Para o lago, o antigo lago, bem
A serpente é longa, sete milhas
Passeie pela serpente… Ela é velha e sua pele é gelada
O oeste é o melhor
O oeste é o melhor
Vá lá, e nós faremos o resto
O ônibus azul está nos chamando
O ônibus azul está nos chamando
Motorista, aonde está nos levando?

O matador acordou antes do amanhecer, ele pôs suas botas
Ele tirou uma foto da antiga galeria
E andou pelo corredor
Entrou no quarto em que sua irmã vivia, e...então ele
Pagou a visita a seu irmão, e então ele
Ele andou pelo corredor, e
E ele veio até a porta...e ele olhou para dentro
"Pai?", "Sim filho?", "Eu quero te matar."
"Mãe...Eu quero...te foder."

Venha bem, tente conosco
E me encontre atrás do ônibus azul
Fazendo um foguete azul, No ônibus azul
Fazendo um rock triste, vamos, sim
Matar, matar, matar, matar, matar, matar

Este é o fim, belo amigo
Este é o fim, meu único amigo, o fim
Dói te libertar
Mas você nunca vai me seguir
O fim da gargalhada e das mentiras suaves
O fim das noites que tentávamos morrer
Este é o fim

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Ave Renan!


A absolvição de Renan Calheiros me faz lembrar um texto de Freud "Alguns Tipos de Caráter Encontrados no Trabalho Psicanalítico”, nos descreve três tipos de caráter: as “exceções”, os “fracassados pelo êxito” e os “criminosos devido ao sentimento de culpa”. O primeiro tipo refere-se àqueles que, por julgarem que sofreram alguma lesão a mais em relação aos demais seres humanos, se dão um direito a mais na esfera das limitações impostas pela vida e suas regras de convivência. O segundo tipo diz respeito àqueles que tanto almejam alguma coisa e que, quando finalmente a alcançam, adoecem, produzem um quadro sintomático que os impede de usufruir daquilo que tanto desejam. O último tipo inverte a concepção clássica que coloca o sentimento de culpa como uma conseqüência do delito. Quero falar das "exceções", que é mais ou menos como nos comportamos aqui no Brasil. Nós a todo o momento cometemos "pequenos crimes" em razão destas "exceções", compramos cd pitaras porque os orignais são caros, xerocamos livros dos outros porque os originais tambems são caros, ou seja, aqui, estamos sempre infringindo a lei, pois a vida que levamos nos tornou "exceções'. Portanto não devemos nos indignar com a absolvição de Renan, afinal ele também faz parte desta "exceção". Não devemos nos indignar com o senado pois este apenas reflete o que somos: "exceções"! E como "exceções" temos o direito a tudo inclusive sacanear uns aos outros. Talvez um dia quando pararmos de nos considerar "exceções", não admitiremos mais, senadores corruptos. Por enquanto eles são apenas a imagem do que somos, ou seja "exceções".



sábado, 1 de setembro de 2007

Oscar Wilde


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


Radiohead


O Radiohead foi uma daquelas bandas que precisou de apenas um disco para estourar no mundo inteiro. Mas ao contrário do que acontece com a maioria das bandas que passam por isso, eles continuaram nas paradas em todos os outros lançamentos, conquistando um público cada vez maior.
Tudo começou com o guitarrista e vocalista Thomas Yorke. Após formar as primeiras bandas, logicamente sem sucesso, juntou-se, em 1987, a Jonny Greenwood (guitarra, teclados, xilofone), Ed O'Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo) and Phil Selway (bateria), formando o On a Friday.
Após algumas apresentações, resolvem dar um tempo e só voltaram em 1991. Conseguem um contrato com a EMI e já com o nome de Radiohead, lançam o EP com a faixa “Creep”, que enlouqueceu os americanos.
“Pablo Honey”, o álbum de estréia, chegou em 1993, e o hit “Creep”, obviamente inserido no track list, alavancou as vendas que chegaram a mais de 700 mil cópias. O segundo trabalho, intitulado "The Bends", de 1995, colocou em evidência as características e a personalidade do Radiohead: letras e climas depressivos, tristes e melódicos. O grande destaque desta vez foi a poderosa balada “Fake Plastic Trees”, que entrou nas rádios de todo o mundo e foi tema de um comercial aqui no Brasil.
Os vídeos do grupo também sempre foram muito criativos e mesmo quem não era fã ou não os conhecia, parava para assisti-los. Com apenas esses dois discos, a banda já era a mais comentada entre os “descolados” e gostar de Radiohead significava ser “cool”.
Mas foi com “OK Computer”, dois anos depois, que chegaram ao ponto máximo que um grupo pode chegar. O álbum foi eleito por revistas especializadas como o “melhor de todos os tempos” (!). Flertando com elementos eletrônicos, mas igualmente depressivo e sombrio, vendeu 4 milhões de cópias e faturou um Grammy. Os vídeos continuavam surpreendendo e podemos destacar os de “Paranoid Android” e “Karma Police”.
A banda a essa altura já era aclamada pelos críticos mais exigentes e Thom Yorke tido como gênio. Porém, uma dúvida surgiu: como superariam a obra-prima “OK Computer”? Estava claro que não seria uma tarefa fácil. Os fãs ficaram apreensivos e ansiosos sobre o próximo lançamento e ele só veio no ano de 2000.
“Kid A”, dividiu opiniões e causou certa polêmica. As pessoas que não gostaram, não admitiam e diziam apenas que era um disco “difícil de entender”. Mas a verdade é que o Radiohead já não era mais unanimidade. Enquanto uns continuavam achando genial, outros classificavam-no como muito eletrônico, muito esquisito ou, simplesmente, muito chato. Outro fato que contribuiu para a não aceitação geral do álbum, foi a ausência dos tão queridos video-clipes.
Considerado como uma continuação de “Kid A”, lançaram no ano seguinte “Amnesiac”, que causou tanta discussão quanto o próprio. O Radiohead continuou a explorar cada vez mais sonoridades e melodias nada convencionais e o mais incrível é que, mesmo agindo de forma tão anti-comercial, continuaram vendendo muito bem e ganhando novos fãs.

"Hail To The Thief", lançado em 2003, foi bem mais aceito pelo público e mídia e marcou a estréia da Radiohead TV, uma emissora de TV online que serviu como um canal de divulgação desse trabalho. Esse trabalho marcou o fim do contrato do grupo com a gravadora EMI e, sem o compromisso de entregar álbuns no prazo, o grupo decidiu tirar férias por tempo indeterminado.Ouça e deleite-se

Paulo Francis


Frases

"Jornalismo hoje virou análise e pesquisa. Ninguém tem mais opinião sobre nada. Eu sou um dos últimos dinossauros que ainda emitem uma opinião."
"Eu sou um médium, já me disseram várias vezes. Minha maneira de escrever ficção é mediúnica. Crio vidas e situações que não me passaram pela cabeça." (Entrevista a Wagner Carelli – FSP, 16/09/90).
"Só os idiotas não se contradizem." (Respondendo a Caio Blinder, no Manhattan Connection).
"Quero que você me responda uma pergunta que me aflige profundamente: quem é que você prefere, a Globeleza ou a Isadora Ribeiro?"
"O Brasil só não é rico porque não quer. Temos de vencer uma certa infantilidade que há no nosso temperamento, uma confusão entre desejo e realidade. O Brasil tem o dever consigo próprio de eliminar as necessidades básicas do ser humano. Mas o Brasil não cumpre isso, os governos não cumprem isso, a nossa sociedade não cumpre isso." (Entrevista a Geneton Moraes Neto, publicada em O Globo, 09/02/1997).
"Bebo para tornar as outras pessoas mais interessantes."
"Todo otimista é um mal-informado."
"O Brasil é um asilo de lunáticos onde os pacientes assumiram o controle."
"Quando eu fumo maconha, fico com vontade de ouvir Wagner."
"Tomei todas as drogas, nunca me viciei em nenhuma e todas me deram o maior barato. Nunca senti vontade de atrelar minha vida a uma substância, por falsa euforia." (Na Folha de S. Paulo, em 13/08/89).
"É a maior cidade de Porto Rico" (Sobre Nova York).
"Eu não sou um exilado. (...) Sou um expatriado. Vivo nos EUA porque nada tenho de melhor para fazer no Brasil. Se me oferecessem o governo brasileiro, poderes ilimitados, eu voltaria. No estrangeiro, apesar de escrever sobre temas, digamos, internacionais, nunca escrevi tanto sobre o Brasil, nunca pensei tanto no Brasil, nunca procurei tanto entender o Brasil. (...) Eu acho mais fácil entender o Brasil dos EUA do que no Brasil." (Trecho da entrevista publicada na edição 17 da Revista Status, extraída de Paulo Francis – uma coletânea de seus melhores textos já publicados, da Editora Três, em 1978).
"A ignorância é a maior multinacional do mundo."
"Esporte é uma das coisas mais chatas que o homem já inventou."
"Gosto dos autores difíceis, das melhores roupas, dos melhores quadros e de que os maitres me reconheçam na porta dos restaurantes."
"Acho que uma das maiores provas de resistência biológica do ser humano é que ele consiga sobreviver a esta montanha infinita de lixo que é a cultura pop."
"Intelectual não vai à praia. Intelectual bebe."
"O segredo-chave da minha personalidade é que eu sou uma pessoa de poucas raivas e rancores. Eu mais me divirto com a loucura humana do que me irrito, os inteligentes percebem." (FSP, 16/09/90)

O fim do Mundo pode acontecer na Sexta-Feira, 13 de Abril de 2029 … ou uns anos mais tarde!


Os cálculos feitos até esta data apontam que o asteróide - designado 2004 MN4 Apophis - poderá passar a poucos milhares de quilometros da Terra, abaixo mesmo da órbita da maioria dos satélites artificiais. Tão próximo que pode mesmo alterar as órbitas de alguns satéites, se não colidir com nenhum! Por passar tão perto da Terra, a órbita de Apophis será inevitávelmente alterada, podendo voltar à Terra com uma trajetória que neste momento é impossível de prever. Não se pode excluir a hipótese de um impacto alguns anos mais tarde, ou de uma série de vôos rasantes seguida de um impacto. É de tal forma imprevisível a trajetória que o asteróide vai seguir a seguir à sua passagem pela Terra que é inclusivamente possível que, a acontecer um regresso, este ocorra com o asteroide a aproximar-se da Terra vindo da direção do Sol, sendo assim quase completamente impossível de detectar! O fim do Mundo, da pior forma possível… Note-se que se este asteróide caír em Espanha, toda a área da Península Ibérica seria devastada! Se caír no Oceano Atlântico, causará um tsunami com ondas que poderão dar a volta ao planeta. Caia onde caír, terá pesadíssimas consequências ecológicas, económicas, políticas e sociais para todo o planeta! A NASA começa a estudar formas de alterar a trajetória do asteróide, mas qualquer operação deste tipo necessita de um largo período de tempo para planejamento e execução. Além do que nunca nada como isto foi alguma vez tentado, e provávelmente os recursos tecnológicos necessários ainda estão por criar! Temos 22 anos. O Homem foi à Lua em 8. Mas eram outros tempos. Será que estaremos à altura?
Fonte: NASA



terça-feira, 28 de agosto de 2007

O ultimato Bourne


Se há uma palavra para definir o filme O ultimato Bourne está é: adrenalina. Jason Bourne é um agente da CIA, desmemoriado, que vaga pela Europa, Eua, Africa a procura de seu passado. Nesta procura Jason vai destruir carros, distribuir muitos socos, quebrar muitas caras, dar muito tiros, mas tudo isto com muita sagacidade e inteligência. O ultimato Bourne tem um roteiro bacana, consistente, inteligente e plausível. A música é precisa e fundamental para te colocar dentro do filme. A camera do diretor Paul Greengras é nervosa, te coloca dentro dentro da ação, faz subir sua adrenalina. O filme tem três atos que são de tirar o fôlegos: a estação de trem de waterloo, a cidade de tangier (Marrocos), e Nova york. E ainda tem o Matt Damon, que é um ator muito bom! Ainda de canja tem o David Strathairn, Joan Allen, Scott Glen e a gatinha da Julia Stiles. E diversão pura, vale o ingresso, principalmente se for no cinema.

Cora Coralina

Saber Viver


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Fernando Sabino

Certeza

De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...

domingo, 26 de agosto de 2007

Revolucionários do Mainstream














Sempre tive uma certa admiração por revolucionários, por pessoas que contestam o meio aonde vive, que sempre estão questionado sua época, tanto nos costumes, no pensamento, nas ideias. Sempre admirei pessoas que para ser revolucionário, nunca emitiram um comportamento de protesto por protesto, de violência, ou até mesmo de atitude. Pois, a sua revolução foi mudar a forma, a estrutura de alguma coisa. Exemplo disto, o mais claro para min é Tom Jobim, quem de seu modo criou um novo tipo de música a Bossa Nova, isto sim, é ser revolucionário! Em síntese, ser revolucionário, não é quebrar as regras do mainstream, mas se aproveitar do que ele oferece e torná-lo melhor. Mas porque falar disto, é porque hoje, domingo, dia 26 de Agosto de 2007, quem eu vejo na TV, Lulu Santos, no programa Raul Gil, totalmente constrangido, sem jeito, obrigado a elogiar a pessoas que ao que parece ele não admira. Lulu sempre uma das pessoas que mais admirei, apesar de um amigo ter me dito que, no Carnaval de salvador deste ano, diferenciar ele de um mendigo estava difícil. Sempre foi um cara de posição, de atitudes, de ideias, mas que pelo menos hoje sucumbiu ao mainstream. Percebem a diferença, Tom se aproveitou do mainstream e fez algo revolucionário, Lulu sucumbiu ao mainstrean para vender disco. Tudo bem, eu acho que tem que vender disco, mas eu acho que tem que manter uma postura, já que ele sempre fez críticas ao programa e ao apresentador. Talvez o que melhor explique isto seja a frase: "incendiários quando jovens, bombeiros quando adulto!"

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Canção para um Funeral


W.H.Auden

Parem os relógios,
cortem os telefones, impeçam o cão de latir,
dêem-lhe um osso em meu nome.
Silenciem os pianos e ao som de abafados tambores
façam entrar o caixão com o lamento dos pranteadores.
Que os aviões de luto, em sua homenagem,
nos círculos de um tempo absorto, escrevam no céu a mensagem:
Ele está morto!
Ponham laços de fumo nos pescoços brancos das pombas que habitam as praças.
Façam os guardas de trânsito usar luvas pretas de algodão sem jaça.
Ele era meu norte,
meu sul,
meu leste e oeste, minha
semana de lutas, meu domingo de festa,
minha noite,
meu dia, a conversa e a canção.
Pensei que o amor fosse eterno,
pura ilusão.
Esta noite as estrelas já não me seduzem.
Dispensem todas!
Embrulhem a Lua e desmantelem o Sol!
Afastem mares e bosques, apaguem toda cena!
Pois nada mais, agora, vale a pena.

Quaker


















Quaker é o nome dado a um membro de um grupo religioso de tradição protestante, chamado Sociedade dos Amigos. Criada em 1652, pelo inglês George Fox, a Sociedade dos Amigos reagiu contra os abusos da Igreja Anglicana, colocando-se sob a inspiração directa do Espírito Santo. Os membros desta sociedade, ridicularizados com o nome de quakers, ou tremedores, rejeitam qualquer organização clerical, para viver no recolhimento, na pureza moral e na prática activa do pacifismo, da solidariedade e da filantropia. Perseguídos na Inglaterra por Carlos II, os quakers emigraram em massa para a América, onde, em 1681, criaram sob a égide de William Penn a colónia da Pensilvânia. Os Quakers tinha uma particularidade que vai ser determinante no que os EUA, se tornaram hoje, uma grande potencia econômica, pois, acreditavam na coisa mais importante para isto tornar uma realidade. A Educação. Os Quakers obrigavam uma vila a cada 50 casas ter uma escola de 1º grau, quando esta vila dobrava de tamanho ela era obrigada a ter uma escola de 2ºgrau. Imagine, isto no sec. XVII. Não é atoa que das 200 melhores universidade do mundo, 86 (43%) são deles. Pense nisto, a nata do conhecimento tá praticamente restrito a 6% da população mundial. A universidade de Harvard em 2001 tinha um orçamento de 2,9 bilhões de dólares (o orçamento de todas as universidade federais brasileiras no mesmo período era de apenas 2,6 bilhões). Os sucesso deles é baseado apenas nisto, Educação. Se queremos melhorar este pais, a resposta é simples é só investir em Educação, não nos efeitos que a falta dela causa, ou seja, polícia, presídio, segurança.

domingo, 27 de maio de 2007

Heróis















Não se pode negar o quanto que a tecnologia trouxe de benefícios para o mundo. Hoje temos grandes facilidades e muita, mas muita informação principalmente com o advento da Internet. É sobre este mundo de informação que quero falar. Dizer que como neste mundo da mídia atualmente se criam e destroem heróis, principalmente no esporte. Antes tinham atletas fabulosos, criados não por esta mídia que temos hoje, mas porque jogavam. Hoje, basta fazer um gol, uma cesta, um ace, para que sejam transformados em craques, salvadores da pátria, heróis. Hoje não precisa jogar, basta ter um bom assessor de imprensa, um bom empresário. Se pergunte qual a atleta o faria você deixar fazer qualquer coisa, para que você o veja jogar. Eu talvez só conheça um: Roger Federer (não me venham falar de Romário). Os outros são apenas balão de ensaio. O último a se aposentar foi Schumacher. Pode ser saudosismo, nostalgia, mas bem que eu queria ver de volta, Joe Montana, Michael Jordan, Senna, Prost, Sampras, Graffi e por ai vai. Hoje temos de nos contentar atletas que jogam bem partidas e não temporadas. É este o preço da modernidade, ou seria mediocridade, transformar simples pernas de paus em os nossos novos heróis?

O mundo é light


Hoje vivemos em um mundo que tudo é light, superficial, desde as relações até o que comemos. Não sei se isto é uma característica do mundo em que vivemos hoje, ou se isto, é uma forma de se viver desde sempre, pois, o que difere o antes do agora, é que estamos cercados de informações por todos os lados. Vivemos na era no registro, seja pela Internet(principalmente), jornal e outros meios de comunicação que existem. O que não era uma constante em épocas passadas.Tudo agora é notícia, basta alguém conhecido levar seu cachorro ao veterinário, e já está lá, registrados, em blogs, fotolog, site de fofocas, auxilidos principalmente pelas maravilhosas câmeras digitais, ao qual já as temos até em nossos celulares. Toda bobagem hoje é notícia. Então, tudo é "light", portanto descartável. Isto faz com que deixamos prestar atenção no que é importante, e talvez por isto, modificamos nossa forma de viver as relações. Quando falo em relações eu me refiro a todo tipo, não só a amorosa, homem mulher, mas amizades, vizinhança, trabalho, etc. Vivemos na época da intolerância. Enfim, hoje, tudo é leve , suave, descafeinado, ligeiro, aéreo, fraco, tudo em baixo conteúdo calórico. Hoje tudo é sem calorias, sem gosto, sem interesse, a essência das coisas não importa. Só é quente o superficial.

domingo, 6 de maio de 2007

Honestidade II

Precisa-se de Matéria-Prima para construir um País"
19/11/05 - 17h17

João Ubaldo Ribeiro

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e
Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier
depois de Lula também não servirá para nada. Por isso estou começando
a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor,
ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO. Nós
como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a
ESPERTEZA" é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o
dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais
apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos
demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais
poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas
nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias
particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como
se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que
possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu
"puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de
imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um
país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas
não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia,
onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por
não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e
água e nos queixamos de como esses serviços estão caros.

Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual
Presidente, que recentemente falou que é "muito chato ter que ler") e
não há consciência nem memória política, histórica nem econômica. Onde
nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar
projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o
saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados
médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde
uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos
braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que
está sentada finge que dorme para não dar o lugar. Um país no qual a
prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país
onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar
nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos do Fernando
Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda
ontem "molhei" a mão de um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como
brasileiro , apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente
através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos
falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa.
Esses efeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa
desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até
converter-se em casos de scândalo, essa falta de qualidade humana,
mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e
honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS
POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte... Me entristeço. Porque,
ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o
suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer
nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor,
mas enquanto alguém não sinalizar um caminho estinado a erradicar
primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu
Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve
Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais
um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do
terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não
comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do
centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente
condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!! É muito
gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone começa
a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como
Nação, aí a coisa muda... Não esperemos acender uma vela a todos os
Santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não
oderá fazer nada. Está muito claro...... Somos nós os que temos que
mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos
acontecendo; desculpamos a mediocridade mediante programas de
televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a
indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem,
francamente decidi procurar o responsável, não para castiga-lo, senão
para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que
não se faça de surdo, de desentendido. Sim, decidi procurar o
responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO
ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURA-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?....

MEDITE!!!!!"

JOÃO UBALDO RIBEIRO


sábado, 5 de maio de 2007

Honestidade

Vivemos num país onde todo mundo quer que outro seja honesto, principalmente os nossos políticos, mas o que nos não percebemos e que eles são apenas o reflexo do nosso modo de vida. Explico, nos só consideramos desonestidade quando esta é grande, ou seja, quando se rouba muito, milhões, o que não percebemos e que no nosso cotidiano comentemos vários atos desonestos como: copiar livros dos outros na faculdade, comprar disco pirata, filme pirata e por aí vai e depois sentamos em mesas de bar, escola, faculdade e vamos discutir ética, honestidade, caráter quando não temos nada disso. Eu acredito que esse pais só vai melhorar o dia que nos tornamos honestos em todo o sentido, pois assim não toleramos desonestidade, principalmente nos nossos governantes.

Eu também tenho um blog

Eu resolvi aderir também a essa modernidade e vomitar as minhas abobrinhas pela net. Por enquanto é só isto, mas me aguarde!