
Vivemos em um país que temos a cultura de sempre combater os efeitos e nunca as causas, somos o país da campanha e nunca da conservação. Veja os exemplos: O cineasta Fábio Barreto, disse que ingresso de cinema é caro e só voltará a fazer cinema quando algumas medidas forem tomadas. Uma das medidas seria a criação do ticket cultural, igual ao ticket alimentação. Cinema é caro? Eu acho que não, nós é que ganhamos pouco, então, ao invés de promovermos reformas, como a tributária, a política, combatermos a corrupção, promovermos desevolvimento, para que se aumente a renda do brasileiro, vamos no efeito, ou seja, o culpado é o cinema, que é caro, portanto, vamos criar o ticket cultural. Nas penitenciárias brasileiras o mais comum é preso com celular, e como pretende-se combater isto, colocando bloqueadores de celulares. Eu não ouvir falar em combater quem leva estes celulares para dentro das penitenciárias, ou seja, os agentes penitenciários, policiais e advogados. Na educação criou-se cotas para negros e alunos da escola pública, não estou discutindo o mérito da questão, se isto é direito ou não dos negros ou dos alunos da escola pública, mas sim o que se evidencia, que é da má qualidade do ensino fundamental do Brasil. Então, eu não preciso melhorar o ensino fundamental ou médio, eu não preciso fazer as reformas necessárias neste setor, pois, na ponta do processo eu conserto. Combater efeitos num primeiro momento pode parecer o correto, ou seja, provoca uma mudança, só que mudanças tem efeitos temporários, paliativos, então, temos sempre de estar consertando. E num pais que suas licitações são quase sempre corrompidas, vide correio, petrobrás e mais recentemente infraero. Este consertar talvez seja mais vantajoso. Combater as causas, também é caro, mais oneroso, e para realizá-las tem que se mexer nas estruturas, só que esta provocam transformação. Transformação é o que sempre deve-se buscar em qualquer meio que se vive pois esta é que traz medidas duradouras, resistentes e democráticas. Portanto, se queremos um país melhor uma vida mais digna devemos nos perguntar o que queremos para o Brasil: mudança ou transformação.
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