sábado, 22 de setembro de 2007

Edith Piaf



O que sutenta o ser humano durante toda a sua vida é uma causa amorosa. É ela que faz com que você atravesse percalços, sofrimentos, frustrações, angústia, que por acaso venha advir em sua vida. Só ela que pode explicar Edith Piaf! Qual sua causa amorosa? A música. Sua vida é retratada no belíssimo filme: Piaf - um hino ao amor. Edith Piaf, nasceu Edith Giovanna Gassion em Belleville, um bairro de imigrantes da capital francesa. Foi abandonada por sua mãe, foi abandonada pelo seu pai, foi viver com sua avó paterna num bordel, durante um certo período. Edith viveu sua juventude uma vida marginal, regada a bebida e drogas. Até ser descoberta em 1935 por Louis Leplée, gerente do cabaret Le Gerny's. Foi ele quem a iniciou na vida artística e a batizou "Piaf" - passarinho. Edith viveu uma vida de excessos, amou demais, bebeu demais, se drogou demais. O Filme retrata sua vida de uma forma não linear, nada que atrapalhe sua compreensão. Quem nos conduz nesta história numa maravilhosa interpretação é Marion Cotilliard, ela encarna Piaf, principalmente em sua expressão corporal. O filme tem uma cena genial, quando Edith é consagrada pela primeira vez num grande teatro em Paris, a cena ocorre sem palavras só com gestos é uma música de fundo. Edith era uma pessoa única, taletosa e com um grande senso de humor, apesar de todas as agruras de sua vida. Edith viveu uma vida de excessos, sustentada apenas por sua causa amorosa, a música. E quando perguntaram a ela, qual o conselho que daria as pessoas para viverem melhor, ela disse: "ame, ame, ame." Um filme que não pode deixar de ser visto, desde já meu candidato a oscar de melhor filme estrangeiro e, de melhor atriz para Marion Cotiliard. Para terminar a letra e a música que no filme ela diz que representa sua vida:

Non, Je Ne Regrette Rien


Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !

C’est payé,
Balayé,
Oublié,
Je me fous du passé !
Avec me souvenirs
J’ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n’ai plus besoin d’eux !

Balayé les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...

Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !

Car ma vie,
Car mes joies,
Aujourd’hui,
Ça commence avec toi !

Tradução:

Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!

Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)


Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!


Varridos os amores
E todos os seus "tremolos" (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.


Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!


Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!


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