A justiça é uma das engrenagens mais importantes que compoõe o mecanismo da democracia. E quando esta não funciona tem a impressão de que a democracia não é um bom sistema de político. Veja este caso: Ronaldo Cunha Lima, então governador da Paraíba em 1993, sapecou 5 tiros contra o seu adversário político Tarcísio Buriti. A discussão teria sido provocada por críticas do ex-governador ao filho de Ronaldo, o atual governador do estado, Cássio Cunha Lima (PSDB), então superintendente da Sudene. Buriti sobreviveu aos tiros, embora tenha ficado alguns dias em coma. Dez anos depois do crime, Buriti morreu de falência múltipla dos órgãos. Morreu sem ver Ronaldo Cunha ao menos ser julgado. Desde então, Ronaldo Cunha Lima responde a ação penal por tentativa de homicídio. 14 anos passados e, nesta quarta dia 31 de outubro, Ronaldo Cunha Lima volta as manchetes de jornal novamente, pois renunciou ao cargo de deputado federal. Artifício jurídico, já que seria julgado nesta segunda dia 5 de novembro pelo STF, Supremo Tribunal Federal, instância onde, se condenado, não caberia mais recurso. Ainda tem a cara de pau de alegar que queria ser julgado pelo crime de tentativa de homicídio sem o foro privilegiado, "apenas como cidadão". Agora com a renúncia o processo volta a estaca zero, ou seja, começa tudo de novo. Como ele já tem 71 anos, ainda vai receber todas as benesses que a idade permitir. Por casos como este e que a democracia é julgado. Seus detratores aproveitam para propagar suas idéias facistas como: pena de morte, polícia violenta, e agora o terceiro mandato do nosso querido presidente. São as intituições fortes, que garantem o bom funcionamento de um país independentemente de qual governante esteja no poder. Portanto justiça capenga, democracia idem, e Lula.... este Forever?
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