Você passa cinco anos indo para o mesmo lugar todos os dias, vendo as mesmas pessoas, falando sobre o mesmo assunto, agüentando os mesmos professores chatos, idolatrando os mesmos professores ótimos, reclamando dos mesmos problemas, comendo o mesmo salgado murcho, bebendo no mesmo boteco fedido. Você passa cinco anos querendo sair mais cedo da aula todos os dias, contando as moedas pra tirar mais uma dos milhares de xerox, se revoltando com a quantidade de páginas de xerox, se perdendo nos corredores da biblioteca pra achar o bendito livro, se desesperando nas provas, quebrando a cabeça pra fazer uma pauta, deixando de dormir até mais tarde no fim de semana pra fazer o tal do trabalho, indo dormir mais tarde pra fazer o tal do trabalho. Isso tudo, sem contar o último ano, em que todos esses fatores são multiplicados por quantas vezes você achar melhor. E lá vem o TCC, que tira seu tempo, seu sono, sua paciência, seus fins de semana, seus feriados, suas refeições bem feitas, sua namorada, suas noites bem-dormidas, sua diversão. Mas, em compensação você ganha, entre os itens que mais se destacam, um belo par de olheiras e aversão à gráficas (incluindo as pessoas que lá trabalham) e impressoras (um grande parabéns aos que não quebraram ou não deram pelo menos um soco em alguma). Não podemos deixar de citar as brigas com o seu grupo e as incontáveis vezes em que você escreveu, reescreveu, editou, gravou, fotografou, deletou tudo e começou de novo. Chega o grande dia e junto com ele, um imenso alívio. É isso. Acabou. Tchau. Bye bye. Até mais. Te vejo por aí. Você trabalha e depois das 18h vai pra casa. No dia seguinte também. E no outro, e no outro. Alguns arrumam outras atividades pra ocupar o tempo. Outros simplesmente vão pra casa, sentam-se no sofá e assistem tv, dormem, comem, babam na almofada sem se importar em ver o tempo passar. Mas, têm também aqueles que sentem um enorme vazio. Cadê os meus amigos pra conversar? E os textos que eu tinha pra ler? Para onde foram professores que eu parava para trocar idéia no corredor? Cadê tudo o que eu fazia todos os dias? Cadê as pessoas que eu convivia? Acabou. É, meu amigo. Está com esses sintomas? Então você está com a tal da DPF - Depressão pós-faculdade. Tudo aquilo que você xingou por anos, agora faz uma falta enorme aí na sua vida. Ficou um buraco. E, se você não aproveitou, esse buraco fica ainda maior. Portanto, se durante os cinco anos você não quis comer aquele Salgado gorduroso, tomar a cerveja no boteco da esquina, comprar a trufa que sua colega vendia, fazer a pauta, escrever a matéria, gravar o programa, pegar a sonora, fotografar o fulano, diagramar o texto, estudar pra prova, pedir pro professor tirar sua falta, conversar durante a aula e tomar bronca, dar uma de nerd e responder o que o professor pergunta e muito, muuuuito mais... perdeu. Se você está entrando na faculdade agora, aproveite cada minuto. Xingue, mas não deixe nada passar. Agora, se assim como eu, você fez tudo isso e com muito orgulho, curta A saudade, reencontre os amigos e professores e lembre-se que essa foi uma das melhores épocas da sua vida. E que, da faculdade, você tire pelo menos esta lição: os momentos e as pessoas são únicas!!! E as oportunidades também.
sábado, 15 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Tropa de Elite
Tropa de elite é um baita de um filme. Afinal, tem um ótimo elenco, um belo roteiro, fotografia etc. Mas, tropa de elite funciona apenas como um bom filme. Tropa de elite não serve para se pensar o Brasil. Tropa de Elite não quer pensar o Brasil. Quer apenas disseminar ideologias baratas. Tropa não é um filme fascista. Mas, qualquer fascista adora tropa de elite. Ideologia é atribuida sempre ao capitalismo, mas é muita usada pelos comunistas. Ideologia nada mais é que a criação de uma teoria que é vendida como se fosse uma verdade absoluta. Por exemplo: dinheiro não traz felicidade, todo rico é ladrão e por aí vai. São ideologias deste tipo que tropa de elite tenta passar aos seus espectadores. Ideologia 1: o tráfico só existe porque é sustentado pelo riquinhos da zona sul; Ideologia2: toda ong é conivente com o tráfico e todos seus participantes não passa de maconheiros; ideologia 3: o Bope é violento, mata, mas, só é violento e mata apenas bandido. Portanto, a tortura se justifica. A polícia carioca é patética, chega a ser pura comédia, quando ela tenta passar a perna nela mesma. Ele joga para a platéia na maioria das vezes, justificando a ações do Bope como "exeções", ou seja, refere-se àqueles que, por julgarem que sofreram alguma lesão a mais em relação aos demais seres humanos, se dão um direito a mais na esfera das limitações impostas pela vida e suas regras de convivência. O que se constata no filme é que a única presença do Estado numa favela é através da polícia. Polícia esta que é violenta, ineficiente e desrespeitadora da pouca dignidade destes moradores. Se queremos mudar a condição destes moradores o que tem subir mais vezes nestes morros é a justiça social e não a polícia.
Entenda a Democracia
Ser democrático é permitir que as instituição apenas faça o que lhe é de direito. Quando ela ultrapassa a sua atribuição, ela tem que ser reprimida. Afinal democracia o poder pertence ao povo e não a suas instituições, que neste caso é representado pela polícia.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
domingo, 4 de novembro de 2007
Barbara Heliodora

Crítica, uma vez li esta definição num livro de Psicologia Social: é a maneira que o outro tem de dizer que é melhor que você e, ainda apontar todos os seus defeitos. Bárbara Heliodora é crítica de teatro há mais de 50 anos. A pesquisadora Maria Inês Barros de Almeida dá um perfil do paradoxo que a crítica e teórica provoca no panorama teatral: "Barbara Heliodora é a crítica mais influente do teatro carioca. À sua opinião, rigorosa e durona, atribuem o poder de fazer e desfazer espetáculos. Pela gente de teatro é discutida, temida - já foi alvo de confrontos e desafios de diretores inconformados. A sua fama como colunista de jornal, portanto, ultrapassa outro aspecto da sua vida cultural, a que se dedica com igual intensidade. Estou me referindo à comunicação direta com o público, em salas de aula, em ensaios de textos dramáticos, em conferências, enfim, na constância com que dissemina cultura, convivendo com grande número de pessoas e atendendo-lhes à curiosidade e ao desejo de saber. É aí que aparece a Barbara mestra, madrinha dadivosa, flexível, exuberante, que conquista os espíritos e as mentes e, pelo prazer didático repartido, comunga com as platéias. Neste papel, tenho observado, Barbara Heliodora conquista a todos que a conhecem. É uma unanimidade". Em entrevista que concedeu no programa de Jô Soares, o apresentador de um modo sutil e inteligente tentou desqualificá-la como crítica de teatro. Primeiro invocando Décio Almeida Prado e Sábato Magaldi como críticos isentos e os melhores. Depois tentando induzí-la a dizer que suas críticas tinha haver com o que ela acharia que tinha que ser a peça e não criticar a peça dentro do que o autor, diretor, enfim, tinha proposto. Mas, o mais desrepeitoso foi o apresentador aparentar que nao sabia nada sobre a entrevistada. Tudo de forma bem elegante, fazendo perguntas do tipo: você já dirigiu teatro? O mínimo que ele deveria ter lido era a pauta sobre a entrevistada. Fez parecer que não sabia da sua importância como crítica de teatro, estranho para alguém que atua no teatro mais ou menos o mesmo tempo que ela atua como crítica. Se não sabia de sua importância como crítica deveria ao menos respeitá-la, pois esta é talvez a pessoa que mais entenda Shakespeare no Brasil. Seja qual o assunto mal resolvido que tenha com Bárbara Heliodora, seu programa não era o local adequado para resolvê-lo. Este seria com um terapeuta. Aquele local era o local de tratá-la com respeito, se não como crítica de teatro importante que o é, então, como uma senhora de 84 anos que estava ali na sua frente. Talvez Jô Soares tenha lido o mesmo conceito de crítica que eu li e acredita piamente nele. Talvez na condição de pessoa super inteligente que ele é, achou que na sua vida nunca precisou de ter humildade, por isto nunca precisou aprender nada que venha desta senhora.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
5 Tiros na Democracia
A justiça é uma das engrenagens mais importantes que compoõe o mecanismo da democracia. E quando esta não funciona tem a impressão de que a democracia não é um bom sistema de político. Veja este caso: Ronaldo Cunha Lima, então governador da Paraíba em 1993, sapecou 5 tiros contra o seu adversário político Tarcísio Buriti. A discussão teria sido provocada por críticas do ex-governador ao filho de Ronaldo, o atual governador do estado, Cássio Cunha Lima (PSDB), então superintendente da Sudene. Buriti sobreviveu aos tiros, embora tenha ficado alguns dias em coma. Dez anos depois do crime, Buriti morreu de falência múltipla dos órgãos. Morreu sem ver Ronaldo Cunha ao menos ser julgado. Desde então, Ronaldo Cunha Lima responde a ação penal por tentativa de homicídio. 14 anos passados e, nesta quarta dia 31 de outubro, Ronaldo Cunha Lima volta as manchetes de jornal novamente, pois renunciou ao cargo de deputado federal. Artifício jurídico, já que seria julgado nesta segunda dia 5 de novembro pelo STF, Supremo Tribunal Federal, instância onde, se condenado, não caberia mais recurso. Ainda tem a cara de pau de alegar que queria ser julgado pelo crime de tentativa de homicídio sem o foro privilegiado, "apenas como cidadão". Agora com a renúncia o processo volta a estaca zero, ou seja, começa tudo de novo. Como ele já tem 71 anos, ainda vai receber todas as benesses que a idade permitir. Por casos como este e que a democracia é julgado. Seus detratores aproveitam para propagar suas idéias facistas como: pena de morte, polícia violenta, e agora o terceiro mandato do nosso querido presidente. São as intituições fortes, que garantem o bom funcionamento de um país independentemente de qual governante esteja no poder. Portanto justiça capenga, democracia idem, e Lula.... este Forever?
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