
sábado, 29 de setembro de 2007
sábado, 22 de setembro de 2007
Edith Piaf


O que sutenta o ser humano durante toda a sua vida é uma causa amorosa. É ela que faz com que você atravesse percalços, sofrimentos, frustrações, angústia, que por acaso venha advir em sua vida. Só ela que pode explicar Edith Piaf! Qual sua causa amorosa? A música. Sua vida é retratada no belíssimo filme: Piaf - um hino ao amor. Edith Piaf, nasceu Edith Giovanna Gassion em Belleville, um bairro de imigrantes da capital francesa. Foi abandonada por sua mãe, foi abandonada pelo seu pai, foi viver com sua avó paterna num bordel, durante um certo período. Edith viveu sua juventude uma vida marginal, regada a bebida e drogas. Até ser descoberta em 1935 por Louis Leplée, gerente do cabaret Le Gerny's. Foi ele quem a iniciou na vida artística e a batizou "Piaf" - passarinho. Edith viveu uma vida de excessos, amou demais, bebeu demais, se drogou demais. O Filme retrata sua vida de uma forma não linear, nada que atrapalhe sua compreensão. Quem nos conduz nesta história numa maravilhosa interpretação é Marion Cotilliard, ela encarna Piaf, principalmente em sua expressão corporal. O filme tem uma cena genial, quando Edith é consagrada pela primeira vez num grande teatro em Paris, a cena ocorre sem palavras só com gestos é uma música de fundo. Edith era uma pessoa única, taletosa e com um grande senso de humor, apesar de todas as agruras de sua vida. Edith viveu uma vida de excessos, sustentada apenas por sua causa amorosa, a música. E quando perguntaram a ela, qual o conselho que daria as pessoas para viverem melhor, ela disse: "ame, ame, ame." Um filme que não pode deixar de ser visto, desde já meu candidato a oscar de melhor filme estrangeiro e, de melhor atriz para Marion Cotiliard. Para terminar a letra e a música que no filme ela diz que representa sua vida:
Non, Je Ne Regrette Rien
Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !
C’est payé,
Balayé,
Oublié,
Je me fous du passé !
Avec me souvenirs
J’ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n’ai plus besoin d’eux !
Balayé les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...
Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !
Car ma vie,
Car mes joies,
Aujourd’hui,
Ça commence avec toi !
Tradução:
Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!
Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)
Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!
Varridos os amores
E todos os seus "tremolos" (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.
Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!
Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
the Doors (Jim Morrison Leu Freud!)

The end
Composição: John Densmore / Robbie Krieger / Ray Manzarek / Jim Morrison
O Fim
Este é o fim
Belo amigo
Este é o fim
Meu único amigo,
O fim dos nossos elaborados planos,
O fim de tudo que permanece,
O fim sem salvação ou surpresa,
O fim
Eu nunca olharei em seus olhos...de novo
Voce pode imaginar o que será?
Tão sem limites e livre
Precisando desesperadamente...de alguma...mão de estranho
Numa terra desesperada?
Perdido numa romana...selva de dor
E todas as crianças estão loucas
Todas as crianças estão loucas
Esperando a chuva de verão, sim
Tem perigo no extremo da cidade
Passeie pela estrada do rei, bem
Cenas estranhas dentro da mina de ouro
Passeie pela estrada do este, bem
Passeie pela serpente, passeie pela serpente
Para o lago, o antigo lago, bem
A serpente é longa, sete milhas
Passeie pela serpente… Ela é velha e sua pele é gelada
O oeste é o melhor
O oeste é o melhor
Vá lá, e nós faremos o resto
O ônibus azul está nos chamando
O ônibus azul está nos chamando
Motorista, aonde está nos levando?
O matador acordou antes do amanhecer, ele pôs suas botas
Ele tirou uma foto da antiga galeria
E andou pelo corredor
Entrou no quarto em que sua irmã vivia, e...então ele
Pagou a visita a seu irmão, e então ele
Ele andou pelo corredor, e
E ele veio até a porta...e ele olhou para dentro
"Pai?", "Sim filho?", "Eu quero te matar."
"Mãe...Eu quero...te foder."
Venha bem, tente conosco
E me encontre atrás do ônibus azul
Fazendo um foguete azul, No ônibus azul
Fazendo um rock triste, vamos, sim
Matar, matar, matar, matar, matar, matar
Este é o fim, belo amigo
Este é o fim, meu único amigo, o fim
Dói te libertar
Mas você nunca vai me seguir
O fim da gargalhada e das mentiras suaves
O fim das noites que tentávamos morrer
Este é o fim
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Ave Renan!

sábado, 1 de setembro de 2007
Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Radiohead

Tudo começou com o guitarrista e vocalista Thomas Yorke. Após formar as primeiras bandas, logicamente sem sucesso, juntou-se, em 1987, a Jonny Greenwood (guitarra, teclados, xilofone), Ed O'Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo) and Phil Selway (bateria), formando o On a Friday.
Após algumas apresentações, resolvem dar um tempo e só voltaram em 1991. Conseguem um contrato com a EMI e já com o nome de Radiohead, lançam o EP com a faixa “Creep”, que enlouqueceu os americanos.
“Pablo Honey”, o álbum de estréia, chegou em 1993, e o hit “Creep”, obviamente inserido no track list, alavancou as vendas que chegaram a mais de 700 mil cópias. O segundo trabalho, intitulado "The Bends", de 1995, colocou em evidência as características e a personalidade do Radiohead: letras e climas depressivos, tristes e melódicos. O grande destaque desta vez foi a poderosa balada “Fake Plastic Trees”, que entrou nas rádios de todo o mundo e foi tema de um comercial aqui no Brasil.
Os vídeos do grupo também sempre foram muito criativos e mesmo quem não era fã ou não os conhecia, parava para assisti-los. Com apenas esses dois discos, a banda já era a mais comentada entre os “descolados” e gostar de Radiohead significava ser “cool”.
Mas foi com “OK Computer”, dois anos depois, que chegaram ao ponto máximo que um grupo pode chegar. O álbum foi eleito por revistas especializadas como o “melhor de todos os tempos” (!). Flertando com elementos eletrônicos, mas igualmente depressivo e sombrio, vendeu 4 milhões de cópias e faturou um Grammy. Os vídeos continuavam surpreendendo e podemos destacar os de “Paranoid Android” e “Karma Police”.
A banda a essa altura já era aclamada pelos críticos mais exigentes e Thom Yorke tido como gênio. Porém, uma dúvida surgiu: como superariam a obra-prima “OK Computer”? Estava claro que não seria uma tarefa fácil. Os fãs ficaram apreensivos e ansiosos sobre o próximo lançamento e ele só veio no ano de 2000.
“Kid A”, dividiu opiniões e causou certa polêmica. As pessoas que não gostaram, não admitiam e diziam apenas que era um disco “difícil de entender”. Mas a verdade é que o Radiohead já não era mais unanimidade. Enquanto uns continuavam achando genial, outros classificavam-no como muito eletrônico, muito esquisito ou, simplesmente, muito chato. Outro fato que contribuiu para a não aceitação geral do álbum, foi a ausência dos tão queridos video-clipes.
Considerado como uma continuação de “Kid A”, lançaram no ano seguinte “Amnesiac”, que causou tanta discussão quanto o próprio. O Radiohead continuou a explorar cada vez mais sonoridades e melodias nada convencionais e o mais incrível é que, mesmo agindo de forma tão anti-comercial, continuaram vendendo muito bem e ganhando novos fãs.
"Hail To The Thief", lançado em 2003, foi bem mais aceito pelo público e mídia e marcou a estréia da Radiohead TV, uma emissora de TV online que serviu como um canal de divulgação desse trabalho. Esse trabalho marcou o fim do contrato do grupo com a gravadora EMI e, sem o compromisso de entregar álbuns no prazo, o grupo decidiu tirar férias por tempo indeterminado.Ouça e deleite-se
Paulo Francis

Frases
"Eu sou um médium, já me disseram várias vezes. Minha maneira de escrever ficção é mediúnica. Crio vidas e situações que não me passaram pela cabeça." (Entrevista a Wagner Carelli – FSP, 16/09/90).
"Só os idiotas não se contradizem." (Respondendo a Caio Blinder, no Manhattan Connection).
"Quero que você me responda uma pergunta que me aflige profundamente: quem é que você prefere, a Globeleza ou a Isadora Ribeiro?"
"O Brasil só não é rico porque não quer. Temos de vencer uma certa infantilidade que há no nosso temperamento, uma confusão entre desejo e realidade. O Brasil tem o dever consigo próprio de eliminar as necessidades básicas do ser humano. Mas o Brasil não cumpre isso, os governos não cumprem isso, a nossa sociedade não cumpre isso." (Entrevista a Geneton Moraes Neto, publicada em O Globo, 09/02/1997).
"Bebo para tornar as outras pessoas mais interessantes."
"Todo otimista é um mal-informado."
"O Brasil é um asilo de lunáticos onde os pacientes assumiram o controle."
"Quando eu fumo maconha, fico com vontade de ouvir Wagner."
"Tomei todas as drogas, nunca me viciei em nenhuma e todas me deram o maior barato. Nunca senti vontade de atrelar minha vida a uma substância, por falsa euforia." (Na Folha de S. Paulo, em 13/08/89).
"É a maior cidade de Porto Rico" (Sobre Nova York).
"Eu não sou um exilado. (...) Sou um expatriado. Vivo nos EUA porque nada tenho de melhor para fazer no Brasil. Se me oferecessem o governo brasileiro, poderes ilimitados, eu voltaria. No estrangeiro, apesar de escrever sobre temas, digamos, internacionais, nunca escrevi tanto sobre o Brasil, nunca pensei tanto no Brasil, nunca procurei tanto entender o Brasil. (...) Eu acho mais fácil entender o Brasil dos EUA do que no Brasil." (Trecho da entrevista publicada na edição 17 da Revista Status, extraída de Paulo Francis – uma coletânea de seus melhores textos já publicados, da Editora Três, em 1978).
"A ignorância é a maior multinacional do mundo."
"Esporte é uma das coisas mais chatas que o homem já inventou."
"Gosto dos autores difíceis, das melhores roupas, dos melhores quadros e de que os maitres me reconheçam na porta dos restaurantes."
"Acho que uma das maiores provas de resistência biológica do ser humano é que ele consiga sobreviver a esta montanha infinita de lixo que é a cultura pop."
"Intelectual não vai à praia. Intelectual bebe."
"O segredo-chave da minha personalidade é que eu sou uma pessoa de poucas raivas e rancores. Eu mais me divirto com a loucura humana do que me irrito, os inteligentes percebem." (FSP, 16/09/90)
O fim do Mundo pode acontecer na Sexta-Feira, 13 de Abril de 2029 … ou uns anos mais tarde!
