quarta-feira, 30 de maio de 2007

Canção para um Funeral


W.H.Auden

Parem os relógios,
cortem os telefones, impeçam o cão de latir,
dêem-lhe um osso em meu nome.
Silenciem os pianos e ao som de abafados tambores
façam entrar o caixão com o lamento dos pranteadores.
Que os aviões de luto, em sua homenagem,
nos círculos de um tempo absorto, escrevam no céu a mensagem:
Ele está morto!
Ponham laços de fumo nos pescoços brancos das pombas que habitam as praças.
Façam os guardas de trânsito usar luvas pretas de algodão sem jaça.
Ele era meu norte,
meu sul,
meu leste e oeste, minha
semana de lutas, meu domingo de festa,
minha noite,
meu dia, a conversa e a canção.
Pensei que o amor fosse eterno,
pura ilusão.
Esta noite as estrelas já não me seduzem.
Dispensem todas!
Embrulhem a Lua e desmantelem o Sol!
Afastem mares e bosques, apaguem toda cena!
Pois nada mais, agora, vale a pena.

Quaker


















Quaker é o nome dado a um membro de um grupo religioso de tradição protestante, chamado Sociedade dos Amigos. Criada em 1652, pelo inglês George Fox, a Sociedade dos Amigos reagiu contra os abusos da Igreja Anglicana, colocando-se sob a inspiração directa do Espírito Santo. Os membros desta sociedade, ridicularizados com o nome de quakers, ou tremedores, rejeitam qualquer organização clerical, para viver no recolhimento, na pureza moral e na prática activa do pacifismo, da solidariedade e da filantropia. Perseguídos na Inglaterra por Carlos II, os quakers emigraram em massa para a América, onde, em 1681, criaram sob a égide de William Penn a colónia da Pensilvânia. Os Quakers tinha uma particularidade que vai ser determinante no que os EUA, se tornaram hoje, uma grande potencia econômica, pois, acreditavam na coisa mais importante para isto tornar uma realidade. A Educação. Os Quakers obrigavam uma vila a cada 50 casas ter uma escola de 1º grau, quando esta vila dobrava de tamanho ela era obrigada a ter uma escola de 2ºgrau. Imagine, isto no sec. XVII. Não é atoa que das 200 melhores universidade do mundo, 86 (43%) são deles. Pense nisto, a nata do conhecimento tá praticamente restrito a 6% da população mundial. A universidade de Harvard em 2001 tinha um orçamento de 2,9 bilhões de dólares (o orçamento de todas as universidade federais brasileiras no mesmo período era de apenas 2,6 bilhões). Os sucesso deles é baseado apenas nisto, Educação. Se queremos melhorar este pais, a resposta é simples é só investir em Educação, não nos efeitos que a falta dela causa, ou seja, polícia, presídio, segurança.

domingo, 27 de maio de 2007

Heróis















Não se pode negar o quanto que a tecnologia trouxe de benefícios para o mundo. Hoje temos grandes facilidades e muita, mas muita informação principalmente com o advento da Internet. É sobre este mundo de informação que quero falar. Dizer que como neste mundo da mídia atualmente se criam e destroem heróis, principalmente no esporte. Antes tinham atletas fabulosos, criados não por esta mídia que temos hoje, mas porque jogavam. Hoje, basta fazer um gol, uma cesta, um ace, para que sejam transformados em craques, salvadores da pátria, heróis. Hoje não precisa jogar, basta ter um bom assessor de imprensa, um bom empresário. Se pergunte qual a atleta o faria você deixar fazer qualquer coisa, para que você o veja jogar. Eu talvez só conheça um: Roger Federer (não me venham falar de Romário). Os outros são apenas balão de ensaio. O último a se aposentar foi Schumacher. Pode ser saudosismo, nostalgia, mas bem que eu queria ver de volta, Joe Montana, Michael Jordan, Senna, Prost, Sampras, Graffi e por ai vai. Hoje temos de nos contentar atletas que jogam bem partidas e não temporadas. É este o preço da modernidade, ou seria mediocridade, transformar simples pernas de paus em os nossos novos heróis?

O mundo é light


Hoje vivemos em um mundo que tudo é light, superficial, desde as relações até o que comemos. Não sei se isto é uma característica do mundo em que vivemos hoje, ou se isto, é uma forma de se viver desde sempre, pois, o que difere o antes do agora, é que estamos cercados de informações por todos os lados. Vivemos na era no registro, seja pela Internet(principalmente), jornal e outros meios de comunicação que existem. O que não era uma constante em épocas passadas.Tudo agora é notícia, basta alguém conhecido levar seu cachorro ao veterinário, e já está lá, registrados, em blogs, fotolog, site de fofocas, auxilidos principalmente pelas maravilhosas câmeras digitais, ao qual já as temos até em nossos celulares. Toda bobagem hoje é notícia. Então, tudo é "light", portanto descartável. Isto faz com que deixamos prestar atenção no que é importante, e talvez por isto, modificamos nossa forma de viver as relações. Quando falo em relações eu me refiro a todo tipo, não só a amorosa, homem mulher, mas amizades, vizinhança, trabalho, etc. Vivemos na época da intolerância. Enfim, hoje, tudo é leve , suave, descafeinado, ligeiro, aéreo, fraco, tudo em baixo conteúdo calórico. Hoje tudo é sem calorias, sem gosto, sem interesse, a essência das coisas não importa. Só é quente o superficial.

domingo, 6 de maio de 2007

Honestidade II

Precisa-se de Matéria-Prima para construir um País"
19/11/05 - 17h17

João Ubaldo Ribeiro

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e
Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier
depois de Lula também não servirá para nada. Por isso estou começando
a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor,
ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO. Nós
como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a
ESPERTEZA" é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o
dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais
apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos
demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais
poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas
nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias
particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como
se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que
possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu
"puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de
imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um
país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas
não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia,
onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por
não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e
água e nos queixamos de como esses serviços estão caros.

Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual
Presidente, que recentemente falou que é "muito chato ter que ler") e
não há consciência nem memória política, histórica nem econômica. Onde
nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar
projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o
saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados
médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde
uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos
braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que
está sentada finge que dorme para não dar o lugar. Um país no qual a
prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país
onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar
nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos do Fernando
Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda
ontem "molhei" a mão de um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como
brasileiro , apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente
através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos
falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa.
Esses efeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa
desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até
converter-se em casos de scândalo, essa falta de qualidade humana,
mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e
honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS
POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte... Me entristeço. Porque,
ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o
suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer
nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor,
mas enquanto alguém não sinalizar um caminho estinado a erradicar
primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu
Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve
Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais
um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do
terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não
comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do
centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente
condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!! É muito
gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone começa
a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como
Nação, aí a coisa muda... Não esperemos acender uma vela a todos os
Santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não
oderá fazer nada. Está muito claro...... Somos nós os que temos que
mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos
acontecendo; desculpamos a mediocridade mediante programas de
televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a
indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem,
francamente decidi procurar o responsável, não para castiga-lo, senão
para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que
não se faça de surdo, de desentendido. Sim, decidi procurar o
responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO
ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURA-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?....

MEDITE!!!!!"

JOÃO UBALDO RIBEIRO


sábado, 5 de maio de 2007

Honestidade

Vivemos num país onde todo mundo quer que outro seja honesto, principalmente os nossos políticos, mas o que nos não percebemos e que eles são apenas o reflexo do nosso modo de vida. Explico, nos só consideramos desonestidade quando esta é grande, ou seja, quando se rouba muito, milhões, o que não percebemos e que no nosso cotidiano comentemos vários atos desonestos como: copiar livros dos outros na faculdade, comprar disco pirata, filme pirata e por aí vai e depois sentamos em mesas de bar, escola, faculdade e vamos discutir ética, honestidade, caráter quando não temos nada disso. Eu acredito que esse pais só vai melhorar o dia que nos tornamos honestos em todo o sentido, pois assim não toleramos desonestidade, principalmente nos nossos governantes.

Eu também tenho um blog

Eu resolvi aderir também a essa modernidade e vomitar as minhas abobrinhas pela net. Por enquanto é só isto, mas me aguarde!