domingo, 17 de agosto de 2008

Crianças e Homens




Michael Jordan dizia que, é nos momentos decisivos de uma competição que se distingue os homens das crianças. Infelizmente nossos ginastas ainda são apenas crianças. E sem mais tempo para crescerem.

Verão de 2008


Rafael Nadal nunca mais vai esquecer o verão de 2008. Afinal, conquistou seu quarto título de Roland Garros no início dele, no meio bateu Roger Federer e conquistou o título de Wimbledon e agora no fim do verão europeu, conquista a medalha de ouro nas olímpiadas de Pequim. Termina este verão com o nº. 1 do tênis. Valeu Nadal!

sábado, 2 de agosto de 2008

A Praça


(William Figueiredo)

Ah aquela praça
Naquela pequena cidade...
Onde a roda gigante girava o mundo
E por segundos esquecia que o tempo
É pai do futuro.
Naquela gangorra os pássaros se faziam amigos...
E lindos e lindos e lindos
Os sonhos de criança
Na pacata praça.
Os perfumes dali não exalam em outra praça
Em outro lugar, em outro planeta
Cheiro de mim, jasmim,
Cheiro de primavera,
Como era bela
A singeleza dos olhares atônitos.
Tudo era motivo para parar
Como se não fosse nada
Presságio de um bom sinal.
Meu amigo, meu filho,
A graça da liberdade
Inserida no contexto da praça,
Nas corridas, brincadeiras,
Pique esconde
Não se encontra mais
Nem nos becos,
Nem nos bosques,
Nem nos sonhos...
A graça que enaltece a glória
De ter vivido naquela estação
Vive no coração,
Vive na alma
Dos que ali passaram.
Igreja católica,
Mina d’água,
Namoros fogosos,
Amores proibidos,
Sexo escondido
Nas madrugadas, sobre as gramas,
Entre as flores que hoje revelam
A pureza de nossos dias...
Fotos coloridas,
Sorrisos que iluminam
O quadro da lembrança
Do que éramos nós.
Na pacata praça
Na praça do mundo.
Na mina do fundo
Do nosso coração.

domingo, 13 de julho de 2008

sábado, 12 de julho de 2008

O Cavaleiro das Trevas


por Luiz Carlos Merten

Acabo de ver o segundo Batman de Christopher Nolan e Christian Bale, ‘The Dark Knight’, o Cavaleiro das Trevas. Amei. não era muito fã dos filmes que consagraram Nolan e o transformaram num autor cult – ‘Amnésia’ e ‘Insônia’, mas acho que num certo sentido eles o preparavam para ‘O Cavaleiro das Trevas’. ‘Amnésia’ contava sua história de trás para a frente, ‘Insônia’ subvertia o aspecto sombrio do filme noir com seu relato desenrolado no gelo (e no sol da meia-noite). Dois filmes em que a idéia – o conceito – da ‘inversão’ é total. Toda a arquitetura do novo Batman converge para a cena do discurso do Coringa, quando ele, de cabeça para baixo, faz a sua celebração do caos social. Não vou tirar a graça de ninguém, mas a forma como Nolan resolve a cena – como a filma – dá um significado todo especial, e inverte a própria inversão, contida naquelas palavras. É um filme essencialmente político, sobre a ética, a democracia. Uma tragédia sobre a renúncia e a perda, e o que se ganha com elas, além de danação eterna. Desculpem fazer este texto meio cifrado, mas vocês vão entender dia 18, quando o filme, finalmente, estrear. Sei que muita gente adora o Tim Burton – e eu próprio gosto de alguns filmes dele, ‘Edward Mãos de Tesoura’, ‘Ed Wood’ e o melhor de todos, ‘Sweeney Todd’. Mas os Batmans de Tim Burton, tirando o visual, não tinham muita coisa a oferecer, um pouco pela falta de carisma – e pathos – do ator Michael Keaton. Com Christian Bale, a coisa fica diferente e, embora todo mundo vá dizer que o Coringa de Heath Ledger seja a verdadeira alma de ‘The Dark Knight’, quero dizer que discordo, por antecipação. Foi o último papel de Ledger, ele morreu nas circunstâncias que todo mundo já sabe, o que torna essa derradeira aparição uma coisa emblemática. E ele é mesmo muito bom, expressando a insanidade do Coringa como tragédia – numa linha diferente da de Jack Nicholson, no primeiro Batman de Tim Burton, mas ambas se sustentam nos quadrinhos. Só que, por melhor que ele seja, o dark knight é Batman e Christian Bale, como sempre, é maravilhoso, carregando a intensidade do filme. Sei que muitos de vocês não gostam do Christian Bale, mas eu o acho um p... ator. Para concluir essa primeira, e rápida, abordagem do filme ao qual voltaremos – com certeza –, quero dizer que é possível se divertir com outros super-heróis, com o ‘Iron Man’, por exemplo, que eu acho que ainda detém o recorde acumulado do ano, mas como tragédia, como cinema, não têm como o Homem-Aranha de Sam Raimi nem o Batman de Christopher Nolan.



I'll be back!


Depois de um longo e tenebroso inverno, estou de volta para propalar minhas abobrinhas pela net. Me aguarde!