sábado, 1 de setembro de 2007

Radiohead


O Radiohead foi uma daquelas bandas que precisou de apenas um disco para estourar no mundo inteiro. Mas ao contrário do que acontece com a maioria das bandas que passam por isso, eles continuaram nas paradas em todos os outros lançamentos, conquistando um público cada vez maior.
Tudo começou com o guitarrista e vocalista Thomas Yorke. Após formar as primeiras bandas, logicamente sem sucesso, juntou-se, em 1987, a Jonny Greenwood (guitarra, teclados, xilofone), Ed O'Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo) and Phil Selway (bateria), formando o On a Friday.
Após algumas apresentações, resolvem dar um tempo e só voltaram em 1991. Conseguem um contrato com a EMI e já com o nome de Radiohead, lançam o EP com a faixa “Creep”, que enlouqueceu os americanos.
“Pablo Honey”, o álbum de estréia, chegou em 1993, e o hit “Creep”, obviamente inserido no track list, alavancou as vendas que chegaram a mais de 700 mil cópias. O segundo trabalho, intitulado "The Bends", de 1995, colocou em evidência as características e a personalidade do Radiohead: letras e climas depressivos, tristes e melódicos. O grande destaque desta vez foi a poderosa balada “Fake Plastic Trees”, que entrou nas rádios de todo o mundo e foi tema de um comercial aqui no Brasil.
Os vídeos do grupo também sempre foram muito criativos e mesmo quem não era fã ou não os conhecia, parava para assisti-los. Com apenas esses dois discos, a banda já era a mais comentada entre os “descolados” e gostar de Radiohead significava ser “cool”.
Mas foi com “OK Computer”, dois anos depois, que chegaram ao ponto máximo que um grupo pode chegar. O álbum foi eleito por revistas especializadas como o “melhor de todos os tempos” (!). Flertando com elementos eletrônicos, mas igualmente depressivo e sombrio, vendeu 4 milhões de cópias e faturou um Grammy. Os vídeos continuavam surpreendendo e podemos destacar os de “Paranoid Android” e “Karma Police”.
A banda a essa altura já era aclamada pelos críticos mais exigentes e Thom Yorke tido como gênio. Porém, uma dúvida surgiu: como superariam a obra-prima “OK Computer”? Estava claro que não seria uma tarefa fácil. Os fãs ficaram apreensivos e ansiosos sobre o próximo lançamento e ele só veio no ano de 2000.
“Kid A”, dividiu opiniões e causou certa polêmica. As pessoas que não gostaram, não admitiam e diziam apenas que era um disco “difícil de entender”. Mas a verdade é que o Radiohead já não era mais unanimidade. Enquanto uns continuavam achando genial, outros classificavam-no como muito eletrônico, muito esquisito ou, simplesmente, muito chato. Outro fato que contribuiu para a não aceitação geral do álbum, foi a ausência dos tão queridos video-clipes.
Considerado como uma continuação de “Kid A”, lançaram no ano seguinte “Amnesiac”, que causou tanta discussão quanto o próprio. O Radiohead continuou a explorar cada vez mais sonoridades e melodias nada convencionais e o mais incrível é que, mesmo agindo de forma tão anti-comercial, continuaram vendendo muito bem e ganhando novos fãs.

"Hail To The Thief", lançado em 2003, foi bem mais aceito pelo público e mídia e marcou a estréia da Radiohead TV, uma emissora de TV online que serviu como um canal de divulgação desse trabalho. Esse trabalho marcou o fim do contrato do grupo com a gravadora EMI e, sem o compromisso de entregar álbuns no prazo, o grupo decidiu tirar férias por tempo indeterminado.Ouça e deleite-se

Paulo Francis


Frases

"Jornalismo hoje virou análise e pesquisa. Ninguém tem mais opinião sobre nada. Eu sou um dos últimos dinossauros que ainda emitem uma opinião."
"Eu sou um médium, já me disseram várias vezes. Minha maneira de escrever ficção é mediúnica. Crio vidas e situações que não me passaram pela cabeça." (Entrevista a Wagner Carelli – FSP, 16/09/90).
"Só os idiotas não se contradizem." (Respondendo a Caio Blinder, no Manhattan Connection).
"Quero que você me responda uma pergunta que me aflige profundamente: quem é que você prefere, a Globeleza ou a Isadora Ribeiro?"
"O Brasil só não é rico porque não quer. Temos de vencer uma certa infantilidade que há no nosso temperamento, uma confusão entre desejo e realidade. O Brasil tem o dever consigo próprio de eliminar as necessidades básicas do ser humano. Mas o Brasil não cumpre isso, os governos não cumprem isso, a nossa sociedade não cumpre isso." (Entrevista a Geneton Moraes Neto, publicada em O Globo, 09/02/1997).
"Bebo para tornar as outras pessoas mais interessantes."
"Todo otimista é um mal-informado."
"O Brasil é um asilo de lunáticos onde os pacientes assumiram o controle."
"Quando eu fumo maconha, fico com vontade de ouvir Wagner."
"Tomei todas as drogas, nunca me viciei em nenhuma e todas me deram o maior barato. Nunca senti vontade de atrelar minha vida a uma substância, por falsa euforia." (Na Folha de S. Paulo, em 13/08/89).
"É a maior cidade de Porto Rico" (Sobre Nova York).
"Eu não sou um exilado. (...) Sou um expatriado. Vivo nos EUA porque nada tenho de melhor para fazer no Brasil. Se me oferecessem o governo brasileiro, poderes ilimitados, eu voltaria. No estrangeiro, apesar de escrever sobre temas, digamos, internacionais, nunca escrevi tanto sobre o Brasil, nunca pensei tanto no Brasil, nunca procurei tanto entender o Brasil. (...) Eu acho mais fácil entender o Brasil dos EUA do que no Brasil." (Trecho da entrevista publicada na edição 17 da Revista Status, extraída de Paulo Francis – uma coletânea de seus melhores textos já publicados, da Editora Três, em 1978).
"A ignorância é a maior multinacional do mundo."
"Esporte é uma das coisas mais chatas que o homem já inventou."
"Gosto dos autores difíceis, das melhores roupas, dos melhores quadros e de que os maitres me reconheçam na porta dos restaurantes."
"Acho que uma das maiores provas de resistência biológica do ser humano é que ele consiga sobreviver a esta montanha infinita de lixo que é a cultura pop."
"Intelectual não vai à praia. Intelectual bebe."
"O segredo-chave da minha personalidade é que eu sou uma pessoa de poucas raivas e rancores. Eu mais me divirto com a loucura humana do que me irrito, os inteligentes percebem." (FSP, 16/09/90)

O fim do Mundo pode acontecer na Sexta-Feira, 13 de Abril de 2029 … ou uns anos mais tarde!


Os cálculos feitos até esta data apontam que o asteróide - designado 2004 MN4 Apophis - poderá passar a poucos milhares de quilometros da Terra, abaixo mesmo da órbita da maioria dos satélites artificiais. Tão próximo que pode mesmo alterar as órbitas de alguns satéites, se não colidir com nenhum! Por passar tão perto da Terra, a órbita de Apophis será inevitávelmente alterada, podendo voltar à Terra com uma trajetória que neste momento é impossível de prever. Não se pode excluir a hipótese de um impacto alguns anos mais tarde, ou de uma série de vôos rasantes seguida de um impacto. É de tal forma imprevisível a trajetória que o asteróide vai seguir a seguir à sua passagem pela Terra que é inclusivamente possível que, a acontecer um regresso, este ocorra com o asteroide a aproximar-se da Terra vindo da direção do Sol, sendo assim quase completamente impossível de detectar! O fim do Mundo, da pior forma possível… Note-se que se este asteróide caír em Espanha, toda a área da Península Ibérica seria devastada! Se caír no Oceano Atlântico, causará um tsunami com ondas que poderão dar a volta ao planeta. Caia onde caír, terá pesadíssimas consequências ecológicas, económicas, políticas e sociais para todo o planeta! A NASA começa a estudar formas de alterar a trajetória do asteróide, mas qualquer operação deste tipo necessita de um largo período de tempo para planejamento e execução. Além do que nunca nada como isto foi alguma vez tentado, e provávelmente os recursos tecnológicos necessários ainda estão por criar! Temos 22 anos. O Homem foi à Lua em 8. Mas eram outros tempos. Será que estaremos à altura?
Fonte: NASA



terça-feira, 28 de agosto de 2007

O ultimato Bourne


Se há uma palavra para definir o filme O ultimato Bourne está é: adrenalina. Jason Bourne é um agente da CIA, desmemoriado, que vaga pela Europa, Eua, Africa a procura de seu passado. Nesta procura Jason vai destruir carros, distribuir muitos socos, quebrar muitas caras, dar muito tiros, mas tudo isto com muita sagacidade e inteligência. O ultimato Bourne tem um roteiro bacana, consistente, inteligente e plausível. A música é precisa e fundamental para te colocar dentro do filme. A camera do diretor Paul Greengras é nervosa, te coloca dentro dentro da ação, faz subir sua adrenalina. O filme tem três atos que são de tirar o fôlegos: a estação de trem de waterloo, a cidade de tangier (Marrocos), e Nova york. E ainda tem o Matt Damon, que é um ator muito bom! Ainda de canja tem o David Strathairn, Joan Allen, Scott Glen e a gatinha da Julia Stiles. E diversão pura, vale o ingresso, principalmente se for no cinema.

Cora Coralina

Saber Viver


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Fernando Sabino

Certeza

De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...

domingo, 26 de agosto de 2007

Revolucionários do Mainstream














Sempre tive uma certa admiração por revolucionários, por pessoas que contestam o meio aonde vive, que sempre estão questionado sua época, tanto nos costumes, no pensamento, nas ideias. Sempre admirei pessoas que para ser revolucionário, nunca emitiram um comportamento de protesto por protesto, de violência, ou até mesmo de atitude. Pois, a sua revolução foi mudar a forma, a estrutura de alguma coisa. Exemplo disto, o mais claro para min é Tom Jobim, quem de seu modo criou um novo tipo de música a Bossa Nova, isto sim, é ser revolucionário! Em síntese, ser revolucionário, não é quebrar as regras do mainstream, mas se aproveitar do que ele oferece e torná-lo melhor. Mas porque falar disto, é porque hoje, domingo, dia 26 de Agosto de 2007, quem eu vejo na TV, Lulu Santos, no programa Raul Gil, totalmente constrangido, sem jeito, obrigado a elogiar a pessoas que ao que parece ele não admira. Lulu sempre uma das pessoas que mais admirei, apesar de um amigo ter me dito que, no Carnaval de salvador deste ano, diferenciar ele de um mendigo estava difícil. Sempre foi um cara de posição, de atitudes, de ideias, mas que pelo menos hoje sucumbiu ao mainstream. Percebem a diferença, Tom se aproveitou do mainstream e fez algo revolucionário, Lulu sucumbiu ao mainstrean para vender disco. Tudo bem, eu acho que tem que vender disco, mas eu acho que tem que manter uma postura, já que ele sempre fez críticas ao programa e ao apresentador. Talvez o que melhor explique isto seja a frase: "incendiários quando jovens, bombeiros quando adulto!"